sexta-feira, 13 de junho de 2008

Vidro Côncavo

"Tenho sofrido poesia
como quem anda no mar
Um enjoo
Uma agonia
Sabor a sal
Maresia
Vidro côncavo a boiar.

Dói esta corda vibrante
A corda que o barco prende
à fria argola do cais
Se vem onda que a levante
vem logo outra que a distende
Não tem descanso jamais."

António Gedeão

1 comentário:

mariamadalenarrependida disse...

O poeta favorito da Madalena!