Que bom que era ter o tempo breve
Que bem que soavam as notas de então
Pulsava no corpo a paixão dos homens
Morria de amor quem tinha o condão.
Que bom que era ter o tempo breve
E à mesa sempre a mesma condição
Com os dedos envoltos em finas rosas
Vivia no limbo quem não tinha perdão.
Que bom que era ter o tempo breve
Nada mais doce que a suave tentação
Rumavam a sul as aves libertas
Compunha um ensaio com extrema paixão.
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